Mostrar mensagens com a etiqueta Colunas de opinião. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Colunas de opinião. Mostrar todas as mensagens

domingo, março 18, 2007

Conhecendo bem o meu ex-colega Mestre Américo

Solidarizo-me, inevitavelmente, nesta luta contra a tirania do espalhafato mediático das pretensas musas pseudo-democráticas, nesta democratura pederasta que nos invade, oprime e esvazia a capacidade de tolerância, sobretudo naqueles que ainda se dão ao indisopensável sacrifício de respeitar a diferença.

E esperando que este meu modesto e humilde blogue tenha 'voz' para chegar, cada vez mais, perto da luz da verdade com que se deve contemplar a Justiça, aqui deixo uma simbólica mas expressiva marca de reconhecimento por um colega que, não sendo dos meus mais frequentes interlocutores enquanto trabalhávamos no mesmo estabelecimento - o Colégio Pina Manique, da Casa Pia de Lisboa -, sempre vi nele uma pessoa que transparecia integridade e coragem para, perante tamanhos descalabros sociais, ser um dos mais renhidos defensores da verdade: colocarei, em sua homenagem, um relógio neste meu blogue para alunos desta Escola onde tento trabalhar, embora o fenómeno das ... , também pseudo ..., aqui se faça ..., e por isso não posso ..., pelo menos enquanto não se dissiparem os tais pretensos ..., que são aqueles micro poderes subestatais ínsitos neste situacionismo de que muito fala o meu mui citado mestre de Ciência Política JAM ...!

Passo, por isso, na íntegra o post do Pedro Namora, merecedor de certo respeito ...!




No tribunal de Almada, está a ser julgado o herói Américo Henriques. Eu relembro: durante décadas lutou, sozinho, para evitar que as crianças internadas na Casa Pia de Lisboa fossem abusadas sexualmente. Corajoso, enfrentou tudo e todos, sofreu perseguições diversas, incluindo a que lhe foi movida de forma particularmente cruel por Teresa Costa Macedo.
A tudo resistiu, fiel à sua condição de casapiano, menino pobre que conseguiu na instituição tornar-se um dos melhores relojoeiros do mundo. E responsável pela única escola de relojoaria existente em Portugal.
Pois agora está a ser perseguido no tribunal de Almada pelo ex-provedor da Casa Pia de Lisboa, Luís Rebelo de seu nome, o mesmo que Bagão Félix afastou quando foi descoberto o horror da violação de meninos pobres na Casa Pia de Lisboa.
O mestre Américo está a ser perseguido por ter dito uma verdade elementar: que grande parte da responsabilidade dos abusos sexuais é de quem dirigiu a Casa Pia ao longo de todos estes anos . E por ter, corajosamente, mencionado, entre outros, os nomes do ex-provedor Luís Rebelo e da antiga secretária de Estado Teresa Costa Macedo.
Tivesse o ex-provedor usado contra os pedófilos apenas um resquício do zelo persecutório e do ódio que agora nos dedica, e centenas de crianças teriam sido salvas da barbárie.
Estranhamente, a comunicação social omite o julgamento. É também um sinal dos tempos."

posted by Pedro Namora às 12:10

quinta-feira, setembro 14, 2006

Subscrevo, mas ... não comento (...)!

Subscrevo, mas ... como sou Professor não comento (?)!

Em mais um coice do Jumento

"Carta aberta a um Professor
Imagem que nos foi dedicada pelo Cartunes e Bonecos [Link]
a propósito do início do ano lectivo [+]
Estimado professor,Agora que vai começou mais um ano lectivo venho desejar-lhe os maiores êxitos, estou certo de que fez e vai fazer tudo o que está ao seu alcance.Não sei se vai continuar com os memos alunos do ano passado, mas o mais certo é que tenha alguns novos alunos, e até é muito provável que tenha sido colocado noutra escola e mesmo noutra localidade.Se permaneceu na mesma escola, melhor, conhece o ambiente cultural do meio, a atitude dos pais e alunos, está integrado socialmente e já é respeitado, conhece muitos dos que vão ser seus colegas e sabe das dificuldades da escola. Se ficou com as mesmas turmas, melhor ainda, conhece os seus alunos, as suas dificuldades, as estratégias pedagógicas mais adequadas, já dialogou com os pais para entender melhor os seus alunos, pode trocar impressões com os seus colegas, vai aproveitar do trabalho que já iniciou.Em qualquer dos casos já preparou o novo ano lectivo, depois de ter gozado as suas merecidas férias estudou bem as turmas a que vai leccionar, analisou o passado escolar do seus alunos, identificou os que poderão vir a ter mais dificuldades e estudou as melhores soluções, dialogou com outros professores desses mesmos alunos, tentou identificar as razões do insucesso, dialogou com os seus pais tentando mobilizá-los para uma tarefa que também é deles, discutiu com o conselho directivo sobre os recursos disponíveis para fazer face a situações cujas causas são estranhas à escola, com alguma sorte o estabelecimento conta com o apoio de psicólogos que lhe deram sugestões sobre a melhor forma de adequar as suas estratégias pedagógicas ao comportamento dos alunos mais problemáticos.Nesta ocasião já tem uma boa parte das aulas preparadas, planificou a sua vida de forma a minimizar o risco de ter que faltar, teve em consideração a possibilidade de proceder a correcções e até mesmo a eventualidade de faltar por usar o direito de aderir a uma greve cujas reivindicações apoia porque considera justas ou está legitimamente a defender os seus interesses.Todos sabemos que os recursos são escassos, que o frio se vai fazer sentir nos dias de Inverno, que a funcionária auxiliar não vai estar quando faltar o giz, que a proibição de despesas que o governo costuma decretar lá para Outubro por causa do maldito défice vai impedir de fazer tudo o que tinha previsto realizar. Também sabemos os horários do infantário dos seus filhos não foram feitos a pensar no seu, que o ministério da Educação vai adoptar medidas que o farão sentir frustrado, que as autarquias consideram mais importante a inauguração de mais uma rotunda do que a qualidade do ensino no concelho, que as empresas que um dia irão empregar os seus alunos consideram que a sua formação é coisa que não lhes diz respeito.Mas, sabe bem que mais do que da qualidade das instalações, da temperatura das salas de aulas, das políticas educativas ou dos recursos materiais de que dispõe, é do seu trabalho que em grande medida depende o sucesso escolar dos seus alunos, que é você o grande agente de mudança do ensino.Estou certo de que fez tudo o que podia para assegurar o sucesso deste ano lectivo e venho desejar-lhe que no final do ano se possa sentir feliz pelos resultados do seu trabalho, e olhar as pautas das suas turmas com orgulho.Bom trabalho."

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Mensagem de Natal

Para todos os meus alunos, os que sabem, os que estão a começar a saber e, mesmo, para os que ainda não sabem ou não começaram a perceber este seu Professor,





desejo que:
- passem umas férias de natal com as coisas que o costume já nos habituou a ter nesta quadra;
- aproveitem para descansar a mente e o espírito (a passagem é propícia a isso);
- cultivem, então, a paz e a solidariedade;
- e aproveitem algum do tempo de sobra para não se deixarem enferrujar, lendo e escrevendo um pouco seja do que for.

Assim, estaremos todos com forças renovadas para levar a cabo o trabalho que compete a cada um de nós .



O vosso Prof
J Rodrigo Coelho

sábado, dezembro 17, 2005

Há sempre discípulos a quem o tempo acode!

"Mestre, que dizeis?"
Por que nos falas por enigmas, a nós, pobrezinhos de espírito, que necessitamos tanto da tua ajuda:
- dando-nos o que, muitas vezes, até não merecemos;
- tolerando os nossos pequenos pecados, porque somos eternos pecadores;
- aliviando o fardo com que vimos escutar-te, diariamente, neste ambiente em que procuramos tudo, salvo aquilo para que a instituição existe, o tal aprender que até gostavas que nos servisse de educação, mas que tu não compreendes que, com as nossas pequenas mas dignas cabecinhas não atingimos mais, porque não nos estamos para estafar para além do dito fardo de trabalho diário;
- fazendo tudo o que, em princípio, nos caberia a nós fazer, mas que não podemos, pois somos um conjunto de indivíduos que espera o privilégio de ser em tudo tolerado, mesmo nos trabalhos escolares que não temos tempo de cumprir, porque, primeiro, a escola da noite tem de nos tolerar a necessidade de satisfazer outras necessidades mais compatíveis com os apetites das nossas médias de idades;
- explicando-nos, por palavras simples, aquilo para que não temos pachorra de ouvir, pois acompanhar o teu raciocínio é tarefa mentalmente mais pesada que a jorna para o jornaleiro, que o caminhar para a prenhe tartaruga, que a firmeza da rectidão, que a razão da decência, que a admissão do pecado;
Mestre, por que não nos deixas seguir por aqui?
Nós, que já te adorámos, mas que agora não pensamos assim pela tua intransigência, já não savemos se queres continuar a ser o nosso mestre.
Nem sequer sabemos o que fazer mais. Esperamos? Esperas tu, óh Mestre, que a luz se nos depare pela frente e nos empurre para a verdade?
Sim, cretamente só então compreenderemos os teus enigmas e, quem sabe, entraremos na cívica estrada da nossa educação!!!
Lamentos de um grupo desesperado

sexta-feira, novembro 18, 2005

No Início Era o Verbo

Neste tempo de começos, de prolíferas trevas em que se navega tentando ensinar, muitos são ainda os alunos que se atormentam, frequentemente não sem razão, porque o sisteme de ensino não prevê os necessários antídotos para tão nefastas condições sócio-psicológicas de quem quer ser utente destes serviços mais ad hoc que nunca.
Da minha parte, não encontro melhor forma de manifestar a minha solidariedade do que, exactamente, construir este blogue, ou seja, mais um espaço de partilha daquilo que nos é comum a todos: construir o conhecimento, para sermos um futuro melhor.
Professor J. Rodrigo Coelho